Centro do Recife é procurado por melhores preços, mas região é pouco atrativa para o jovem

Pesquisa realizada pela CDL Recife, em parceria com a UniFafire, ouviu 536 pessoas

Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (23) pela CDL Recife, em parceria com o Centro Universitário Franssineti do Recife (UniFafire), mostra o perfil do consumidor do Centro do Recife, em meio ao crescimento do e-commerce e de problemas que impactam a região, como segurança pública, limpeza e ordenamento urbano.

Entre os dias 23 e 27 de março, 536 pessoas foram ouvidas pelos pesquisadores no centro de comércio da capital, revelando que a área é principalmente procurada por quem deseja comprar roupas, calçados e eletrônicos, gastando de R$ 150 a R$ 300. A principal forma de pagamento é o pix (38%), seguida pelo dinheiro (28%) e pelo cartão de crédito (26,3%).

O coordenador da pesquisa, Eduardo da Costa, professor do Centro Universitário na área de Negócios e Gestão do Centro, conta que o preço é o que mais influencia o cliente na região, vindo principalmente de bairros da periferia do Recife e da Região Metropolitana.

“As pessoas que vem comprar aqui no centro do Recife sabem que vão encontrar tudo que querem e por um preço bem adequado. 50% do público tem mais de 45 anos. Isso demonstra que esse público está envelhecendo e que deve haver uma preocupação de trazer atrativos para pessoas com a menor idade.

A pesquisa também ouviu os consumidores do Centro do Recife sobre as principais dificuldades sentidas. Quase metade avaliou a segurança na região como ruim, indicando que a sujeira também incomoda quem frequenta os centros de compra. Além disso, o Centro do Recife não é atrativo para o jovem. Eles são cerca de 11% dos que utilizam a região para comprar. E em tempos de vendas aquecidas na Internet, os lojistas ainda têm pouca presença e influência nas redes sociais.

O presidente da CDL Recife, Fred Leal, apontou que a pesquisa permitirá que novos projetos para região sejam pensados, em paralelo a ampliação de iniciativas que já estão em andamento, como o “Rua Segura”, que está em fase piloto na Rua das Calçadas para ampliar a sensação de segurança.

“Você só resolve um problema se entender ele. Eu acho que um ponto importante é saber porque o jovem não vem para o centro. As lojas precisam estar digitalizadas, precisam estar no comércio eletrônico para poder atrair esse jovem que já nasce digitalizado, já nasce com o celular na mão. Na realidade, isso é um desafio”, pontuou.

Segundo a CDL, o Centro do Recife conta com 1,5 mil lojas em diversos segmentos.

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