Embora Nicolau Maquiavel tenha dito que “é melhor ser temido do que amado”, em nenhum momento afirma que não deve levar em consideração a popularidade. Qualquer governante que se preze, tem preocupação com sua aceitação popular, pois, ainda que ele não esteja em uma nova disputa, existe o interesse em deixar alguém do seu grupo político no poder. Embora, há aqueles que,com receio do surgimento de uma nova liderança, fazem de conta que apoiam seu sucessor.
Ao tratarmos de popularidade, segundo as variadas pesquisas de avalição do governo federal, apontam um índice significativo de desaprovação. Algo que, certamente, anda aterrorizando o Planalto Central, por se tratar de ano eleitoral e o atual presidente, até o momento, apresenta-se como quem vai tentar ser reeleito. Para lograr êxito, precisa reverter o desgaste que lhe temacompanhado, já que as duas últimas pesquisas divulgadas apontam 52% e 51% de desaprovação.
Na vizinha Argentina, o quadro se apresenta ainda pior, já que o governo atual possui 59,7% de rejeição, sendo considerado o 14° presidente de países latinos em popularidade. Parece que os arroubos oratórios, perderam o prazo de validade. Na mesma linha de queda de popularidade se encontra o presidente da Terra do Tio Sam, sua rejeição é,atualmente, de 62%. Os dados apontam que o maior problema se apresenta na política externa, principalmente, na forma como se tem desdobrado a guerra contra o Irã. Mas se for o principal problema para o alto índice de impopularidade, certamente, irá crescer, e pelo menos a curto prazo, não se vislumbra nenhum desejo de parar de guerrear.
Olinda, 25 de abril de 2026.
Sem ódio e sem medo.


