Negralinda participa do 9º Congresso Pernambucano de Municípios

Pré-candidata a deputada estadual, a empreendedora social Negralinda participa, nesta terça-feira (28), do 9º Congresso Pernambucano de Municípios da Amupe, no Recife Expo Center, no Cais de Santa Rita, no Recife. Durante o evento, ela fará uma visita a artesãs e expositoras, entre elas mulheres formadas pelo Instituto Negralinda, organização social que co-fundou e que, […]

Pré-candidata a deputada estadual, a empreendedora social Negralinda participa, nesta terça-feira (28), do 9º Congresso Pernambucano de Municípios da Amupe, no Recife Expo Center, no Cais de Santa Rita, no Recife. Durante o evento, ela fará uma visita a artesãs e expositoras, entre elas mulheres formadas pelo Instituto Negralinda, organização social que co-fundou e que, em seis anos, já transformou direta e indiretamente a vida de cerca de 14 mil pessoas, em sua maioria mulheres.

A presença de Negralinda no congresso reforça a trajetória de uma liderança que construiu sua atuação pública a partir do empreendedorismo social, da valorização da cultura do mangue e da defesa da autonomia feminina. Fundado na Ilha de Deus, no Recife, e hoje com sede em Tamandaré, no Litoral Sul, o Instituto Negralinda se consolidou como referência em formação profissional, geração de renda e fortalecimento comunitário.

Criado por Negralinda e pelo empreendedor social Edy Rocha, o Instituto atua principalmente com marisqueiras, pescadoras artesanais, quilombolas, artesãs e empreendedoras periféricas, conectando qualificação, identidade cultural e inclusão produtiva. Ao longo da trajetória, a instituição já contribuiu diretamente para a formação de 4 mil mulheres e impactou outras 10 mil pessoas de forma indireta, por meio de famílias, redes comunitárias e cadeias ligadas ao turismo e à gastronomia.

“Quando eu comecei lá na Ilha de Deus, eu só queria garantir o sustento da minha família e mostrar que a Gastronomia do Mangue tinha valor”, relembra Negralinda. “Hoje, ver milhares de mulheres caminhando com mais autonomia, ocupando espaços na cozinha profissional, no turismo e no artesanato mostra que é possível transformar realidade com trabalho, identidade e oportunidade.”

Ainda segundo, Negralinda o Instituto nasceu da cozinha, do mangue e da necessidade de dizer que as mulheres negras e periféricas não são apenas mão de obra, elas são protagonistas de seus próprios negócios. “Ser candidata é uma extensão da minha história. Eu venho do trabalho duro no mangue e essa segue sendo a realidade de milhares de mulheres que lutam todos os dias para sustentar suas famílias, empreender e conquistar seu espaço. Quero levar essa vivência para a política e ser uma voz firme na defesa das mulheres negras, periféricas, marisqueiras, pescadoras, artesãs e empreendedoras que muitas vezes não são ouvidas. A minha missão é abrir caminhos, ampliar oportunidades e mostrar que essas mulheres não precisam apenas de assistência, mas de representação e respeito.”

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