Pernambuco intensifica vacinação contra gripe e alerta para baixa adesão da população

Campanha seguirá até o dia 30 de maio

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), reforçou a mobilização para o último mês da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, que segue até o dia 30 de maio. A iniciativa busca ampliar a cobertura vacinal, especialmente entre os grupos prioritários, como crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos — considerados mais vulneráveis às complicações do vírus.

Até agora, foram aplicadas 554.330 doses no estado, considerando todos os públicos prioritários, o que representa uma cobertura de 25%. O índice ainda está abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, que prevê a imunização de 90% da população elegível. Em Pernambuco, a expectativa é vacinar mais de 3,7 milhões de pessoas.

Entre os públicos mais sensíveis, a cobertura está em 21,2% entre crianças, 41,8% entre gestantes e 25,8% entre idosos. Diante desse cenário, o Programa Estadual de Imunizações tem incentivado os municípios a intensificar estratégias, como busca ativa de não vacinados, visitas domiciliares, vacinação em escolas, além da ampliação de horários de atendimento nas unidades de saúde.

A orientação é que as pessoas que fazem parte dos grupos prioritários procurem o posto de saúde mais próximo, levando documento de identificação e a caderneta de vacinação. Com a proximidade do fim da campanha, a SES-PE destaca que aumentar a cobertura vacinal é essencial para reduzir os impactos da influenza, sobretudo no período de maior circulação de doenças respiratórias.

A vacinação segue sendo a principal forma de prevenção, contribuindo diretamente para a proteção da população e a diminuição de casos graves da doença em Pernambuco.

Confira os grupos prioritários:
– Puérperas;
– Povos indígenas e quilombolas;
– Pessoas em situação de rua;
– Trabalhadores da saúde;
– Professores do ensino básico e superior;
– Profissionais das forças de segurança e salvamento e das Forças Armadas;
– Pessoas com deficiência permanente;
– Caminhoneiros;
– Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário urbano e de longo curso;
– Trabalhadores portuários e dos Correios;
– População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, além de adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas;
– Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, independentemente da idade.

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