Um homem apontado como integrante de uma organização criminosa e suspeito de participar do planejamento de um atentado contra um delegado da Polícia Civil do Rio Grande do Norte foi preso no município de Paulista, em Pernambuco.
A prisão ocorreu durante a Operação “Contra-Ataque”, realizada de forma conjunta pelas polícias civis de Pernambuco e do Rio Grande do Norte. A ação teve como objetivo desarticular um grupo criminoso investigado por tráfico interestadual de drogas e armas, além de outros crimes violentos.
Segundo as investigações, o suspeito estava foragido da Justiça e escondido em Pernambuco. Contra ele, foram cumpridos dois mandados de prisão. As autoridades afirmam que o homem era responsável pelo fornecimento de grandes quantidades de entorpecentes para o Rio Grande do Norte e também atuava em esquemas de lavagem de dinheiro.
Ainda de acordo com a investigação, ele teria participado da articulação do atentado contra o delegado Luciano Augusto, titular da 85ª Delegacia de Polícia Civil de João Câmara, no Agreste potiguar. O suspeito também seria responsável por fornecer armas de grosso calibre para a execução do plano criminoso.
O inquérito policial já foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário. O Ministério Público do Rio Grande do Norte denunciou oito pessoas por envolvimento na organização criminosa e na preparação do atentado, entre elas uma advogada.
Conforme a denúncia, a profissional utilizava visitas prisionais para transmitir ordens do chefe da facção aos integrantes que estavam em liberdade. O grupo faz parte da facção conhecida como Sindicato do Crime, que atua no tráfico de drogas e no domínio de territórios em cidades do interior potiguar.
As investigações apontam que o plano de execução do delegado teria sido motivado pelas operações policiais realizadas contra a facção em João Câmara e região. Conversas extraídas de celulares apreendidos revelaram detalhes da estrutura criminosa e da tentativa de adquirir armamentos de alto poder destrutivo, como fuzis.
Imagens encontradas nos aparelhos mostravam armas, munições e drogas prontas para distribuição. Em depoimento ao Ministério Público, o delegado Luciano Augusto afirmou que passou a ser alvo da facção após operações que causaram prejuízos financeiros ao grupo criminoso.
Após a descoberta do plano, o líder da organização e um irmão dele foram transferidos para o sistema penitenciário federal. O suspeito preso em Pernambuco foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.


