A ex-nadadora pernambucana Joanna Maranhão denunciou um episódio de xenofobia vivido por seu filho, Caetano, de 6 anos, em uma escola na Alemanha. Segundo o relato, o menino chegou em casa assustado após um colega afirmar que chamaria a polícia para deportar seus pais, trazendo à tona uma situação considerada precoce e inadequada para a idade da criança.
O caso ocorreu no ambiente escolar, onde o menino cursa o primeiro ano do ensino primário. Diante do ocorrido, Joanna procurou a direção da instituição, que se comprometeu a tratar o tema com os alunos e reforçar medidas pedagógicas de combate ao racismo e à xenofobia. A ex-atleta destacou a importância da escola como espaço de formação e transformação social, capaz de evitar a reprodução de comportamentos discriminatórios.
Joanna também relatou a dificuldade de explicar ao filho conceitos complexos como imigração e deportação, ressaltando que não estava preparada para esse tipo de conversa. Para tranquilizá-lo, garantiu que a família possui situação legal regular no país e que não há risco de separação. Conhecida por sua trajetória no esporte e atuação na defesa dos direitos das crianças, a ex-nadadora voltou a chamar atenção para a necessidade de enfrentar discursos de ódio desde a infância.


