Ex-secretária da Mulher do Cabo indica briga política após ser indiciada pela PCPE

Inquérito aponta que Aline Melo tentou forjar atentado a tiros contra ela e o motorista Ewerton Eduardo

A ex-secretária da Mulher do Cabo de Santo Agostinho, Aline Melo, indiciada pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) por supostamente ter forjado um atentado a tiros contra ela e o motorista Ewerton Eduardo, vinculado à administração municipal, se pronunciou nas redes sociais. Aline alegou viver em meio a uma briga política, mas disse que respeita o trabalho das investigações e aguarda o andamento do processo. O caso investigado aconteceu em 26 de março, na PE-28.

“Nós estamos em uma briga política. Temos provas suficientes para apontar muitos nomes, mas eu não acredito na política da especulação. Por isso, recebo com serenidade, mas com total seriedade, a conclusão das investigações sobre o episódio. Respeito o trabalho das instituições, estou à disposição da justiça para colaborar com tudo que for necessário, como sempre fui e sempre estive até agora. A partir de agora, quem vai se manifestar são os meus advogados, que estarão com estratégias adequadas para me defender e garantir que a verdade seja restabelecida”, declarou.

Na ocasião, Aline estava no carro em direção ao Cabo de Santo Agostinho, retornando de uma agenda, quando o veículo foi alvo de disparos de arma de fogo por um motociclista. Um dos tiros atingiu uma janela do automóvel. À época, a ex-secretária alegou que o crime poderia ter sido motivado por violência de gênero – versão contestada no inquérito após a análise de câmeras de segurança do trajeto.

As imagens mostram o pai do motorista, em uma motocicleta, entregando um pacote para o filho minutos antes do suposto crime, na rodovia. Ele foi indiciado por tentativa de homicídio, porque seria o autor dos disparos. Para a TV Globo, a defesa da ex-secretária Aline Melo disse que o pacote continha canetas emagrecedoras.

O advogado Anderson Flexa também indicou que a polícia cometeu um “grande equívoco” na conclusão do inquérito. 

Advogado Anderson Flexa – Reprodução/g1

“Nenhum laudo pericial foi trazido, nenhuma análise de trajetória, nenhum exame técnico conclusivo. Na verdade, aquilo que deveria estar no inquérito não está, e o que seguia esse provado, não tem provas”, declarou. O advogado também defendeu que o momento da entrega das canetas emagrecedoras ao motorista pelo próprio pai não possui relação com o suposto crime. 

Após o fim do inquérito, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) decide se oferece denúncia à Justiça ou se arquiva a investigação.

Mais Lidas