Grupo de barraqueiros locais divulgam vídeo com versão sobre agressão ao casal de turistas do Mato Grosso em Porto de Galinhas

Segundo os relatos no vídeo, os barraqueiros negam que o caso tenha motivação homofóbica, como está sendo ventilado em redes sociais.

Após a repercussão da agressão ao casal de turistas do Mato Grosso, ocorrida no último sábado (27) na praia de Porto de Galinhas, um grupo de barraqueiros locais divulgou um vídeo oferecendo sua versão dos fatos.

Segundo os relatos no vídeo, os barraqueiros negam que o caso tenha motivação homofóbica, como está sendo ventilado em redes sociais. Eles também alegam que houve um conflito relacionado ao uso das cadeiras e guarda-sóis, cujo aluguel teria sido informado previamente como sendo R$ 80.

Durante o vídeo, eles afirmam que os turistas recusaram-se a pagar e invadiram a área reservada para outros clientes, ultrapassando o limite sinalizado por bandeiras.

Um dos barraqueiros, identificado como Eduardo, diz que foi agredido fisicamente pelos turistas após tentar cobrar pelos serviços. Segundo ele, um dos turistas o teria dado um mata-leão e desferido um tapa, e a confusão escalou com a participação de outros barraqueiros que intervieram para “socorrê-lo”.

Apesar do vídeo tentar apresentar um contexto diferente, autoridades já confirmaram que pelo menos 14 pessoas foram identificadas e serão indiciadas por lesão corporal.

A Associação de Barraqueiros do Litoral de Ipojuca (ABLI) divulgou uma nota nesta segunda-feira (29), repudiando qualquer ato de violência e afirmando que aguardará a conclusão das investigações para se pronunciar sobre o episódio.

No comunicado, a entidade ressaltou que atua como representante da categoria, mas não como julgadora. “Cabe, neste momento, apenas aguardar os desfechos das investigações por parte das autoridades competentes para só então poder se manifestar quanto ao caso”, destacou a ABLI.

O caso ocorreu no sábado (27), após um desacordo comercial entre os turistas e comerciantes locais. A confusão terminou em agressões físicas, que foram registradas em vídeo e repercutiram nas redes sociais.

A ABLI finalizou a nota afirmando que repudia veementemente “todo tipo de violência por parte de qualquer pessoa e/ou categoria”.

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