Opinião | Cartão “Pós-Pau”

    Localizada na cidade de Ipojuca, a praia de Porto de Galinhas é conhecida internacionalmente pela beleza natural que possui. Ao mesmo tempo, muito se fala dos valores exorbitantes, que são cobrados aos que desejam usufruir dos seus encantos. “Turismar”, pelo Brasil, infelizmente, não é para todos, sabe-se que visitar algumas regiões, se torna mais caro do que […]
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    Localizada na cidade de Ipojuca, a praia de Porto de Galinhas é conhecida internacionalmente pela beleza natural que possui. Ao mesmo tempo, muito se fala dos valores exorbitantes, que são cobrados aos que desejam usufruir dos seus encantos. “Turismar”, pelo Brasil, infelizmente, não é para todos, sabe-se que visitar algumas regiões, se torna mais caro do que muitas viagens internacionais. Pois é, recentemente, os meios de comunicação do país, divulgaram as cenas de selvageria em que dois turistas foram agredidos por alguns que desenvolvem atividades laborais na beira mar. 

    Diante do que fora exposto, não faltam versões para tentar explicar o ocorrido. Os turistas alegam, salvo melhor juízo, que foram vítimas de extorsão e por  não terem concordado com os valores informados, foram agredidos fisicamente. Por outro lado, a história narrada pelos barraqueiros, é que um dos turistas foi quem iniciou as agressões. Independentemente que tenha dado início, há duas coisas que precisam ser pensadas: a primeira delas é o que leva um ser que segundo o cartesianismo, dotado de razão, se comportar daquela forma? A segunda questão ése não havia nenhuma viatura da briosa Polícia Militar nas redondezas?

    Infelizmente, há aqueles que estão preocupados com a imagem que ficou estigmatizada. Tanto é que, dados apontam declínio na presença de turistas durante as festividades da chegada do ano novo. Na verdade, a preocupação deveria ser com os envolvidos.

Hely Ferreira é cientista político.

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