Em um mundo onde o que tem predominado tem sido o imediatismo, o hábito da leitura de um livro, seja pelo modo digital, ou pelo meio tradicional, vem se tornando algo extremamente desafiador. Com efeito, sem muito esforço, observemos a “angústia”provocada na vida dos que precisam de luz, quando são desafiados a interpretarem o que leram. Além de tudo, quando a leitura se torna obrigatória, vira um fardo pesado que obrigatoriamente se tem que carregar. Na verdade, a leitura deve ser prazerosa, capaz de deixar o desejo de querer sempre mais.
A leitura de um livro como uma prenda a se cumprir, certamente, faz dela algo robotizado e as lições que devem ser aprendidas, provavelmente, estarão bem distantes da mente de quem supostamente leu. Infelizmente, para muitos o prazer é encontrado na barbárie e na mentira.
Olinda, 10 de janeiro de 2026.
Sem ódio e sem medo.
Hely Ferreira é cientista político.


