O Conselho Superior de Transporte Metropolitano aprovou, nesta quinta-feira (15), a proposta do Governo de Pernambuco para que a tarifa de ônibus da Região Metropolitana do Recife seja reajustada apenas pela inflação em 2026, passando de R$ 4,30 para R$ 4,47. Os estudos tarifários apresentados no Conselho apontaram que, para cobrir integralmente os custos de operação do sistema neste ano — como combustível, salários, manutenção da frota e operação do sistema —, a tarifa técnica deveria chegar a R$ 6,14. Para evitar que o aumento recaia sobre os usuários, o Governo do Estado mantém bilhete único e subsídios ao sistema, com aporte de cerca de R$ 500 milhões, além de isenções fiscais, como a do ICMS sobre o óleo diesel, cobrindo a diferença entre o custo real do sistema e o valor pago pelo passageiro.
Durante a reunião do Conselho, também foram destacados os avanços estruturais em curso no sistema, como a aquisição de 100 ônibus elétricos com ar-condicionado, que irão reforçar a frota do Grande Recife. Os veículos serão adquiridos com recursos do governo Federal, repassados ao Estado, que ficará responsável pela compra e pela operação dos novos ônibus em linhas metropolitanas.
“O compromisso da gestão Raquel Lyra tem sido no sentido de garantir a melhoria do transporte público metropolitano, sem que esse custo seja levado ao usuário. Temos realizado investimentos importantes, entre eles essa parceria com o Governo Federal que vai viabilizar a inclusão de 100 novos ônibus elétricos rodando pela RMR”, disse o secretário da Semobi, André Teixeira Filho.
Segundo Matheus Freitas presidente do CTM a decisão do Conselho foi enviada para Agência de Regulação de Pernambuco (ARPE) para homologação.
Com essa estratégia, a Região Metropolitana do Recife segue com uma das tarifas integradas mais acessíveis do Brasil, com valores inferiores aos praticados em capitais como o Rio de Janeiro onde a tarifa é de R$ 8,55, e São Paulo, com R$ 8,90. A RMR possui ainda a quarta tarifa mais barata entre as capitais do Nordeste e, junto com Goiânia, ocupa a oitava posição entre as tarifas mais baixas do país.
Mesmo com a redução da demanda após a pandemia, hoje o sistema opera com aproximadamente 73% do volume de passageiros anterior à Covid-19, o Governo de Pernambuco mantém como prioridade a oferta de um serviço essencial.
Confira os valores das demais tarifas sem o arredondamento da Arpe:
Bilhete único: R$ 4,4753;
Anel G: R$ 3,0313;
041 – Setúbal (Opcional): R$ 5,7754;
064 – Piedade (Opcional): R$ 8,6628;
072 – Candeias (Opcional): R$ 8,6628;
160 – Gaibu/Barra de Jangada – Via Paiva (Opcional): R$ 8,6628;
191 – Recife/Porto de Galinhas (sem ar-condicionado): R$ 15,4228;
195 – Recife/Porto de Galinhas (Opcional): R$ 22,5227;
214 – UR-02/Ibura (Opcional): R$ 8,6628;
224 – UR-11/Jordão (Opcional): R$ 8,6628;
229 – Marcos Freire (Opcional): R$ 8,6628;
342 – Curados (Opcional): R$ 8,6628.


