Opinião | Autofagia Partidária

O nascimento do PT, fez dele um partido com várias tendências internas, causando muitas vezes rusgas que são expostas até mesmo durante as campanhas eleitorais. Em alguns momentos até parece um processo de autofagia. Não significa dizer, que os outros partidos não existam querelas, mas geralmente, se tenta resolver nas coxias e quando se aproxima das eleições, pelo menos aparentemente, hasteia-se uma bandeira […]
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O nascimento do PT, fez dele um partido com várias tendências internas, causando muitas vezes rusgas que são expostas até mesmo durante as campanhas eleitorais. Em alguns momentos até parece um processo de autofagia. Não significa dizer, que os outros partidos não existam querelas, mas geralmente, se tenta resolver nas coxias e quando se aproxima das eleições, pelo menos aparentemente, hasteia-se uma bandeira branca. 

As recentes declarações do ex-prefeito da cidade do Recife, o deputado João Paulo, causou inquietação no partido da estrela solitária. Ao afirmar que o atual presidente da República deve ter dois palanques nas eleições do ano em curso, ou até mesmo três, salvo melhor juízo, a afirmativa tem mais desejo do deputado, que um projeto a curto prazo encabeçado pelo partido. Não é de hoje, muito menos de forma velada, que o parlamentar procura alinhar-se com o Palácio do Campo das Princesas. Caso o Presidente Luiz Inácio resolva ter pelo menos dois palanques em Pernambuco, certamente, não faltará quem se habilite para ser interlocutor e assim, pondo em prática preferências pessoas acima das questões partidárias. 

Olinda, 16 de janeiro de 2026.

Sem ódio e sem medo.

Hely Ferreira é cientista político.

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