O deputado estadual Romero Albuquerque criticou duramente a decisão da governadora Raquel Lyra de promover uma vaquejada na Arena Pernambuco. A final do Campeonato Nacional de Vaquejada está marcada para novembro de 2026. “O Governo de Pernambuco, que não investe nada na causa animal, que criou uma secretaria que levou anos para fazer quase nada, ou melhor, nada, que abandonou cachorro dentro de presídio que está desativado, que não investe na única delegacia que investiga todos os crimes de maus tratos contra animais em Pernambuco, agora decidiu fazer história: A Arena de Pernambuco vai virar palco de circuito de vaquejada”, disparou Romero, em tom de indignação nas redes sociais.
Para o parlamentar, a escolha da Arena para palco do evento levanta questões sobre as prioridades do governo em relação às políticas públicas, especialmente diante das medidas tomadas pela Prefeitura do Recife para proibir o uso de carroças e veículos de tração animal nas vias urbanas.
“É preciso ter responsabilidade ao anunciar um evento como esse diante das grandes conquistas que estamos tendo para a causa animal, com o exemplo de Recife. O governo está estimulando a prática de montar em animais em um evento competitivo e isso pode servir de justificativa para os carroceiros se mobilizarem contra as novas proibições que a prefeitura estabeleceu. Foram anos de luta para conseguir a regulamentação da lei contra a tração animal e isso está sendo invisibilizado pelo governo. O que o governo está fazendo é um sinal de desprezo pela causa animal”, disse Romero.
Além disso, Romero questionou as prioridades da gestão. O parlamentar afirmou que Pernambuco enfrenta sérios problemas em áreas como segurança pública, transporte intermunicipal e governança de estatais e que o governo, ao invés de enfrentar esses problemas, está promovendo um evento que se sobrepõe às demandas do povo.
“Tanto vexame vindo à público e o governo prioriza o que? Um evento que enfraquece anos de luta por dignidade, proteção e respeito. Nem parece que existe uma secretaria executiva para a causa animal”, pontuou.


