Lançada pela Prefeitura do Recife tradicionalmente após o Carnaval, a Ação Inverno 2026 promete atacar problemas históricos da capital pernambucana em períodos de chuva. Entre eles, os alagamentos nas avenidas Mascarenhas de Moraes, Recife, Dom Helder Câmara e Abdias de Carvalho – todas influenciadas pela bacia do Rio Tejipió.
Os serviços de micro-drenagem, limpeza de canais, contenção de encostas, prevenção e monitoramento em áreas de risco, já comuns para o período, se somam a obras pensadas para o futuro, como a construção de diques, comportas, reservatórios e sistema de bombeamento que ajudem no escoamento das águas.
De acordo com o prefeito do Recife, João Campos (PSB), as intervenções foram planejadas e avaliadas por especialistas do Brasil e da Holanda.
“O ponto mais crítico de drenagem do Recife é a bacia do Rio Tejipió. Isso pega boa parte da Zona Oeste. Os maiores investimentos que estão aqui anunciados são nessa área da cidade. E não tem como resolver a drenagem dessas avenidas se você fizer só a obra nela. Você precisa garantir grandes reservatórios, sistemas de bobeamento, canais sendo feitos e refeitos nessa área, para você garantir que a drenagem vai funcionar. E é isso que a gente está fazendo”, disse João Campos (PSB).
Um conjunto de reservatórios começa a ser construído nesta terça-feira (24) sob o entorno da alça de acesso da BR-232, no início da cidade, capaz de comportar 125 milhões de litros d’água e conter a água escoada sobretudo para Avenida Abdias de Carvalho pelo canal da Chesf.
Em dados, a Ação Inverno 2026 realizará intervenções em canais como os da Mauricéia e da Sanbra, na Zona Oeste do Recife, colocação de 30 mil m² de geomanta em áreas de morro, e mais de 1.200 obras de parceria coordenadas pela Defesa Civil.
Centro de Operações do Recife (COP)

O Centro de Operações do Recife (COP), que integra 13 secretarias e órgãos municipais, também passa a contar com novas funcionalidades para permitir que a cidade se prepare melhor e tenha capacidade de ação rápida diante de problemas variados. Em um novo espaço no Bairro do Recife, o COP agora consegue comparar eventos adversos enfrentados em outros anos para encontrar soluções mais precisas.
“A gente sabe a importância que é cuidar da cidade nesse período crítico, principalmente na quadra chuvosa que vai de abril a agosto. Um dos investimentos está na sede física do COP. Cada minuto conta no período de chuva, então, a gente não pode perder tempo e é para isso que o COP é feito. Para que a gente possa dar uma resposta mais ágil e as pessoas sintam menos impactos”, disse o vice-prefeito e secretário de Infraestrutura, Victor Marques (PCdoB).
Outra novidade para o COP é a possibilidade de avaliar, em diferentes níveis de gravidade, os problemas reportados pelas secretarias e órgãos. A partir de então, o Centro conseguirá coordenar as ações de maneira proporcional e estratégica.


