A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, nesta terça-feira (24), a Operação Cortina de Likes para desarticular uma associação criminosa suspeita de forjar o sequestro da influenciadora digital Monniky Fraga e de seu marido, Lucas. O casal foi detido e conduzido à sede do Grupo de Operações Especiais (GOE), no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife.
A investigação, iniciada em abril de 2025, aponta indícios de que o episódio ocorrido no ano passado, no qual a influenciadora chegou a conceder entrevistas detalhando um suposto resgate de R$ 100 mil reduzido para um pagamento de R$ 6 mil, teria sido uma encenação planejada para gerar engajamento e obter vantagens ilícitas.
A ofensiva policial, que contou com o apoio das forças de segurança de São Paulo e da Paraíba, cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em Igarassu, João Pessoa e Várzea Paulista. Durante as investigações, um homem apontado como o responsável pela execução da trama acabou sendo morto, embora sua identidade não tenha sido revelada oficialmente.
Os crimes investigados incluem extorsão, fraude processual e falsa comunicação de crime, todos expedidos pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Igarassu. Cerca de 30 policiais participaram da ação, que resultou na apreensão de materiais agora sob análise da inteligência policial.
Em contrapartida, a defesa de Monniky Fraga contesta veementemente as acusações e classifica a operação como uma “aberração jurídica” de caráter midiático. O advogado Alexandre da Costa afirmou que sua cliente foi, de fato, vítima de criminosos amadores e que não possuía qualquer necessidade financeira ou de métricas digitais que justificassem a forja de um crime por apenas R$ 6 mil.
Segundo o defensor, a influenciadora mantém a versão apresentada em 2025 de que foi levada contra sua vontade por três homens, reforçando que não há envolvimento do casal no planejamento do ocorrido.
Influenciadora Monniky Fraga é presa suspeita de forjar o próprio sequestro para “ganhar likes”
Monniky Fraga e o marido foram detidos pelo GOE em investigação sobre extorsão e fraude; defesa alega "aberração jurídica"
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