O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou à Prefeitura de Petrolina uma gestão austera dos recursos destinados ao São João 2026, estabelecendo critérios rígidos para evitar gastos excessivos. A recomendação, publicada nesta quarta-feira (8), orienta que o município utilize a média aritmética dos cachês pagos em 2025, corrigida pelo IPCA, como base para as novas contratações.
O promotor Érico de Oliveira Santos destacou um “sinal de alerta” para contratações de alta materialidade, superiores a R$ 600 mil, exigindo que a gestão comprove a compatibilidade dos valores com o mercado e assegure que não há atrasos no pagamento dos servidores ou estado de calamidade pública.
O alerta ocorre logo após o anúncio da programação oficial, realizado na última terça-feira (7), que conta com mais de 100 atrações, incluindo nomes de peso como Gusttavo Lima, Ivete Sangalo, Marisa Monte e João Gomes.
Apesar da orientação de cautela do MPPE, o prefeito Simão Durando projeta um impacto econômico de R$ 350 milhões e a geração de 20 mil empregos durante o ciclo junino, que ocorrerá de 19 a 27 de junho. O município tem agora 10 dias úteis para informar se acatará as medidas preventivas sugeridas pelo órgão fiscalizador, apresentando os documentos e cronogramas necessários para garantir a transparência dos gastos.


