Em março, a cesta básica ficou mais cara em todas as capitais brasileiras e também no Distrito Federal. O dado é da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Recife foi a terceira capital do país com a maior variação do custo médio (6,97%), atrás apenas de Manaus (7,42%) e Salvador (7,15%). No acumulado de 2026, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 0,77%, em São Luís, e 10,93%, em Aracaju.
No mês passado, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ R$ 883,94. Já no Recife, o valor da cesta foi de R$ 654,62, correspondendo a 43,6% do salário mínimo líquido do trabalhador.
Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da cesta básica em março foi o feijão, que subiu em todas as cidades analisadas. O grão preto, por exemplo, subiu nas capitais do sul do país, além do Rio de Janeiro e Vitória, com percentuais que variaram entre 1,68% (Curitiba) e 7,17% (Florianópolis).
Já o grão carioca, coletado nas demais capitais, variou entre 1,86% (Macapá) e 21,48% (Belém). A alta foi provocada pela restrição da oferta, já que houve dificuldades na colheita. Também houve aumentos nos preços do tomate, da carne bovina de primeira e do leite integral.


