A primeira audiência de instrução e julgamento dos três policiais militares acusados pela morte de Lucas Brendo da Silva foi realizada no Fórum de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. Os agentes respondem por homicídio e tentativa de homicídio após atirarem contra um carro que furou uma blitz em julho de 2025. Durante a sessão, foram ouvidos sobreviventes, peritos e testemunhas de acusação.
Os réus, identificados como Ewerton Luiz Dionisio da Costa, Helama Pimentel Santos e Mauricio Lopes de Menezes Neto, são integrantes do Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran) da Polícia Militar de Pernambuco e estão afastados das atividades operacionais desde dezembro do ano passado. O afastamento foi solicitado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e cumprido pela Corregedoria da corporação. A defesa afirma que os policiais já estavam fora das ruas desde o dia da ocorrência e sustenta a inocência dos acusados.
Relembre o caso:
O caso aconteceu na noite de 11 de julho de 2025, na Estrada da Batalha, em Jaboatão dos Guararapes. Segundo o motorista do veículo, a ordem de parada foi desobedecida devido ao atraso no pagamento do IPVA do veículo. No carro estavam quatro jovens que voltavam de uma partida de futebol. Lucas Brendo foi atingido por um disparo nas costas e morreu. Outro passageiro, Lucas Ricardo da Silva, foi baleado na região da coluna e ficou com sequelas que o impedem de andar. Os demais ocupantes não foram feridos.
À época, os policiais alegaram que reagiram após supostos disparos vindos do veículo, versão contestada pelos sobreviventes e pela família da vítima, que negam a presença de armas no carro. A audiência contou com o depoimento de três vítimas sobreviventes, dois peritos criminais e sete testemunhas de acusação. A próxima etapa do processo está marcada para o dia 16 de junho, quando devem ser ouvidas as testemunhas de defesa e os próprios réus serão interrogados.


