Uma criança de 8 anos morreu no Hospital Universitário Oswaldo Cruz, no Recife, depois de contrair meningite viral, que é uma inflamação das membranas (meninges) que envolvem o cérebro e a medula espinhal. O óbito foi confirmado no último sábado (18) pela unidade hospitalar, após o menino, natural de Olinda, apresentar sintomas ao longo da semana, como febre e dor de cabeça. Inclusive em sala de aula, na Escola Municipal Chico Science, no bairro de Rio Doce – o que preocupou a comunidade escolar.
Segundo apuração da TV Globo, a criança chegou a ser medicada em casa. Mas na sexta-feira (17), com o agravamento dos sintomas, ele foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Rio Doce, onde chegou a sofrer uma parada cardiorrespiratória. De lá, houve necessidade de transferência para o HUOC, no bairro de Santo Amaro, na região central do Recife, onde um exame de medula confirmou o diagnóstico de meningite viral. No sábado (18), a criança entrou em coma e não resistiu.
Segundo a Secretaria de Educação de Olinda, apesar da confirmação de meningite viral, a Secretaria de Saúde indicou não haver necessidade de suspensão das atividades na escola por falta de risco de contágio que justificasse a medida. Além disso, segundo a pasta, a meningite viral tem menos potencial de transmissão em ambiente escolar em relação à bacteriana.
Uma vistoria técnica dos profissionais de saúde foi marcada para esta quarta-feira (22) no estabelecimento de ensino como medida de prevenção e para dar orientações a alunos, parentes e funcionários. A turma onde o menino estudava tem cerca de 30 alunos.
“A Escola Municipal Chico Science recebeu todas as orientações necessárias e vem adotando medidas de reforço à higiene, ventilação dos ambientes e acompanhamento da comunidade escolar. (…) Não há recomendação de vacinação adicional nem de quimioprofilaxia para contatos próximos, conforme os protocolos do Ministério da Saúde”, informou a prefeitura de Olinda.
Saiba mais sobre a meningite viral
Além da diferença quanto ao agente infeccioso, a meningite viral costuma ser menos grave em relação à bacteriana, considerada a mais letal, como pontua a médica infectologista Sylvia Lemos.
“É uma situação clínica grave que pode levar à morte. Tem a meningite bacteriana, que é a mais grave, aquela que requer um tratamento mais imediato com sintomas mais evidentes. Tem a meningite viral, um pouco mais branda por ser autolimitada. Ela se inicia e vai embora por conta própria, em decorrência dos vírus que a causam. É importante ficar atento para sinais como rigidez na nuca, como também espasmos, febre ou dor de cabeça”, sinalizou.
A transmissão da doença ocorre geralmente por meio do contato com saliva e secreções respiratórias de uma pessoa contaminada.


