Os atendimentos a vítimas de acidentes de motocicleta na rede pública de saúde de Pernambuco geraram um custo de R$ 24,4 milhões entre 2023 e 2025. Os dados, obtidos junto ao Ministério da Saúde, apontam uma média anual de R$ 8,1 milhões em gastos.
Em 2025, o valor chegou a R$ 9 milhões, enquanto em 2024 o custo foi ainda maior, atingindo R$ 10,4 milhões. Para efeito de comparação, o montante gasto no período seria suficiente para construir mais de 20 Unidades Básicas de Saúde (UBS), segundo estimativas baseadas em tabela do próprio ministério.
No cenário nacional, o impacto também é expressivo. Um levantamento divulgado em 2025 indica que as internações de motociclistas consumiram mais de R$ 2 bilhões, o equivalente a 55,2% de todos os gastos hospitalares com vítimas de acidentes de trânsito no país.
Em Pernambuco, foram registradas 34.002 vítimas de sinistros com motos ao longo de 2025, uma média de 93 casos por dia. Já em 2026, até 14 de abril, o estado contabilizou 7.970 ocorrências — cerca de 77 por dia —, o que representa 23,4% do total do ano anterior, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).
Entre os tipos de lesão, fraturas e politraumatismos lideram os registros e estão entre os quadros mais graves, frequentemente exigindo cirurgias e longos períodos de internação. Até meados de abril deste ano, 3.563 vítimas sofreram fraturas e 329 tiveram politraumatismos.
No ano passado, foram contabilizadas 14.910 ocorrências desse tipo, sendo 13.187 casos de fraturas e 1.723 de politraumatismos, o que reforça o impacto dos acidentes de moto tanto na saúde pública quanto na vida das vítimas.


