A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) intimou o Aeroporto Internacional do Recife a apresentar um relatório com as ações tomadas após moradores da Rua Tenente Portela, no bairro do Ipsep, na Zona Sul, indicarem que houve um novo vazamento de óleo de aviação em um canal que passa pela localidade. O prazo máximo para entrega dos resultados é a próxima quinta-feira (7).
Em novembro de 2025, os moradores denunciaram que o suposto vazamento no canal teria causado a morte de diversos animais, como cágados e peixes, além de gerar mau cheiro. Em novembro de 2025, moradores apontaram que o suposto vazamento no canal teria causado a morte de diversos animais, como cágados e peixes, além de gerar mau cheiro. À época, a Aena Brasil, que administra o aeroporto, confirmou que foi identificada a presença de combustível de aviação na rede de águas pluviais e que estava investigando o caso.

Passados cinco meses, uma equipe de fiscalização da CPRH vistoriou novamente a área, nesta quarta-feira (29). Os agentes identificaram leve odor, mas não foi encontrada a presença de óleo no local. Eles também foram até o Aeroporto para verificar a possibilidade de algum vestígio de óleo, o que também não foi constatado.
“Tanto no canal como no Aeroporto foi verificado material de contenção, mas os locais não estavam com sinais de óleo. Diante disso, a CPRH emitiu uma intimação para que o Aeroporto apresente, no prazo de até oito dias corridos, um relatório das ações tomadas diante do fato,” declarou a chefe do setor de Fiscalização Industrial e de Emergência da CPRH, Graça Cruz.
Multa
Com relação ao vazamento registrado em novembro, a CPRH autuou a Aena Brasil em R$ 500 mil e a Rayzen Combustíveis em R$ 250 mil, no início deste ano. As multas foram aplicadas após a conclusão do processo de análise e avaliação de materiais e de documentação. Como a Aena recorreu da autuação, o processo está em julgamento.
“O Auto de Infração da Aena teve como motivo o lançamento de querosene de aviação nas galerias de águas pluviais durante vários dias, com vazamento do produto para o Canal da Malária, o que causou poluição hídrica e desconforto para a população do entorno. No caso da Rayzen, fornecedora de combustível para as aeronaves do Aeroporto, o auto a define como corresponsável pelo lançamento nas galerias de águas pluviais no pátio do aeroporto”, explicou a CPRH.
O que diz a Aena Brasil
A reportagem da CBN Recife procurou a Aena Brasil, que administra o Aeroporto do Recife. Por meio de nota, a concessionária informou que ao identificar o escape de combustível de um caminhão de uma empresa de abastecimento, ativou o plano de contenção do material, com a instalação de mantasa absorventes no local afetado. O aeroporto comunicou a ocorrência para a CPRH e à empresa que gere o fornecimento de combustíveis.
Ainda segundo a Aena Brasil, a empresa em questão deve apresentar mais informações sobre o que aconteceu, além das medidas mitigadoras necessárias.


