Em um cenário de recuperação econômica e recordes no mercado de trabalho, Pernambuco registrou, em 2025, um total de 3,8 milhões de pessoas ocupadas, com o ensino médio completo consolidado como o principal nível de instrução (38,7% dos trabalhadores). Enquanto o rendimento médio mensal das famílias brasileiras atingiu o patamar histórico de R$ 2.264 por pessoa, um crescimento real de 6,9% em relação ao ano anterior, o estado de Pernambuco apresentou um rendimento médio mensal real domiciliar per capita de R$ 1.568. Embora esse valor supere a média do Nordeste de R$ 1.470, ele ainda permanece significativamente abaixo da média nacional, refletindo as disparidades regionais que persistem no país.
Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua revelam que a remuneração do trabalho continua sendo a principal fonte de renda, mas as “outras fontes”, como aposentadorias e programas sociais, possuem um peso decisivo no orçamento local. Em Pernambuco, o rendimento efetivo do trabalho alcançou média de R$ 2.827, valor superior aos R$ 2.605 registrados no Nordeste, mas distante dos R$ 3.776 da média brasileira. Além disso, o estado mantém uma dependência relevante de transferências de renda: o rendimento médio proveniente de programas sociais em Pernambuco foi de R$ 840, superando a média regional de R$ 823, evidenciando o papel dessas políticas no suporte às famílias de menor poder aquisitivo.
Apesar do aumento nos valores nominais, a concentração de renda voltou a ser um sinal de alerta para os pernambucanos. Após uma queda na desigualdade nos anos de 2022 e 2023, o Índice de Gini em Pernambuco voltou a subir nos dois últimos anos, superando os índices do Nordeste e do Brasil, que atingiram em 2025 as menores concentrações de renda de suas histórias. Essa disparidade é visível no topo da pirâmide: enquanto metade da população com rendimento no estado vive com até R$ 837 mensais, o 1% mais rico recebe, em média, R$ 15.421. Assim, o estado encerra 2025 com o desafio de converter o crescimento do rendimento médio em uma distribuição mais equitativa para sua população residente.


