Um ano da eleição do papa Leão XIV: a cobertura que marcou minha trajetória

Há exatamente um ano, o mundo parava diante da fumaça branca que saía da chaminé da Capela Sistina. Era uma quinta-feira histórica. Os sinos da Basílica de São Pedro ecoavam para anunciar ao mundo a eleição do Papa Leão XIV, o primeiro Papa norte-americano, com raízes missionárias profundas na América Latina e laços familiares na […]
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Há exatamente um ano, o mundo parava diante da fumaça branca que saía da chaminé da Capela Sistina. Era uma quinta-feira histórica. Os sinos da Basílica de São Pedro ecoavam para anunciar ao mundo a eleição do Papa Leão XIV, o primeiro Papa norte-americano, com raízes missionárias profundas na América Latina e laços familiares na Europa. Um Pontífice que simboliza, talvez como poucos, a verdadeira universalidade da Igreja Católica.

Para mim, como jornalista, aqueles dias ficarão marcados para sempre. Não apenas pela dimensão histórica do acontecimento, mas pela experiência humana e profissional de acompanhar de perto cada capítulo daquele momento que entrou para a história da Igreja e do mundo.

Cheguei a Roma logo após a morte do Papa Francisco, durante a sede vacante, dias de silêncio e expectativa. As congregações gerais reuniam cardeais do mundo inteiro, enquanto os bastidores fervilhavam de análises, hipóteses e sinais sobre o futuro da Igreja. Caminhar pelas ruas próximas ao Vaticano era perceber que o mundo inteiro estava olhando para aquele pequeno território onde seria escolhido o sucessor de São Pedro.

E então veio o conclave. A tensão, a espera pela fumaça, o olhar atento da multidão para a chaminé da Capela Sistina, os jornalistas conectados a cada detalhe, tentando compreender os movimentos silenciosos de uma das decisões mais simbólicas do planeta.

Cobrir aquele momento foi uma das experiências mais marcantes da minha trajetória profissional. Entrar ao vivo na CBN Brasil para todo o país, narrando em tempo real a expectativa e, em seguida, a escolha do novo Papa, foi compreender o peso e a responsabilidade do jornalismo diante da história acontecendo diante dos nossos olhos.

E recordo com muita emoção de um detalhe que jamais saiu da minha memória: do instante em que a fumaça branca apareceu até a saída do Papa no balcão central da Basílica de São Pedro passaram-se mais de 30 minutos. Longos minutos de expectativa, tensão e emoção. Um tempo que permitiu conduzir os ouvintes por uma verdadeira viagem ao que estava acontecendo dentro da Capela Sistina e nos bastidores da Basílica Vaticana.

Ao vivo, fomos reconstruindo cada passo daquele rito milenar: a confirmação da escolha, a aceitação do eleito, a definição do nome pontifício, a preparação das vestes, os últimos momentos antes da apresentação oficial ao mundo. Era como se cada segundo carregasse o peso de séculos da história da Igreja.

E então veio o anúncio. O surgimento de Leão XIV no balcão de São Pedro, diante de milhares de fiéis emocionados na praça e milhões acompanhando pelo mundo, marcou definitivamente aquela cobertura.

Um ano depois, permanece viva a lembrança daquela fumaça branca cruzando o céu de Roma. Mais do que uma cobertura jornalística, foi uma experiência de vida. Um daqueles momentos raros em que profissão, emoção, fé e história caminham juntas. Um fato que marcou definitivamente minha vida jornalística.

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