Homem suspeito de aplicar golpes como falso técnico de TV é preso no Recife

Investigado desde 2025, suspeito anunciava serviços no Facebook, cobrava adiantamento e desaparecia com peças dos aparelhos; polícia aponta ao menos 30 denúncias

A Polícia Civil prendeu, no bairro do Arruda, na Zona Norte do Recife, um homem de 40 anos suspeito de aplicar golpes fingindo ser técnico em conserto de televisores. Os detalhes da investigação foram divulgados nesta segunda-feira (11) pelo delegado Mário Melo, titular da Delegacia de Boa Viagem.

De acordo com a polícia, o suspeito era investigado desde outubro de 2025. Ele utilizava o Marketplace do Facebook para anunciar serviços de manutenção de TVs e, após ser contratado, ia até a residência das vítimas para avaliar os aparelhos.

Segundo as investigações, ao chegar ao local, o homem afirmava que determinadas peças precisavam ser retiradas para reparos externos. Em seguida, cobrava antecipadamente metade do valor do serviço e levava componentes dos televisores, prometendo retornar posteriormente, o que nunca acontecia.

A polícia informou que o suspeito utilizava diversos nomes falsos, como “Lucas”, “Ricardo”, “Adriano”, “Paulo” e “Thiago”, numa tentativa de dificultar sua identificação. Além disso, ele apresentava formulários de uma empresa localizada em Boa Viagem para dar aparência de legalidade aos atendimentos, embora não tivesse qualquer vínculo com o estabelecimento.

Ainda segundo o delegado, o investigado possuía conhecimento técnico sobre aparelhos eletrônicos, o que ajudava a convencer as vítimas. Entre os itens levados estavam placas de vídeo, placas de áudio e fontes de alimentação, peças consideradas valiosas e de difícil rastreamento.

As investigações apontam que cerca de 30 boletins de ocorrência já foram registrados contra o suspeito desde 2023. Ele também responde a dez processos criminais relacionados ao mesmo tipo de golpe em cidades da Região Metropolitana do Recife, como Camaragibe, Olinda, Paulista, Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca.

Os crimes investigados incluem estelionato, furto mediante fraude e falsidade ideológica. Segundo a Polícia Civil, o homem já havia sido condenado anteriormente por estelionato, chegou a ser preso, foi liberado em 2022 e voltou a praticar os crimes no ano seguinte.

Durante o interrogatório, o suspeito revelou que acompanhava os processos judiciais pela internet e já sabia que havia um mandado de prisão contra ele. De acordo com o delegado Mário Melo, ele planejava deixar Pernambuco nesta segunda-feira (11).

A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar possíveis receptadores das peças furtadas e outras pessoas que possam ter participado do esquema criminoso.

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