Protestos por moradia causam bloqueios em vias do Grande Recife nesta quarta (13)

Manifestantes do MNLM realizaram atos em rodovias e avenidas da Região Metropolitana para cobrar ações habitacionais dos governos

Integrantes do Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM) promoveram, nesta quarta-feira (13), uma série de manifestações em diferentes pontos do Grande Recife. Na capital pernambucana, os protestos provocaram interdições na BR-101, na região da Cidade Universitária, Zona Oeste da cidade, além da Avenida Cruz Cabugá, no bairro de Santo Amaro, área central do Recife. Também houve bloqueios em trechos da PE-15, em Paulista, e da Avenida Presidente Kennedy, em Olinda.

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o ato realizado na BR-101 ocorreu no quilômetro 68 da rodovia. Durante parte da manhã, apenas uma faixa no sentido Paulista permaneceu liberada para o tráfego. A manifestação foi encerrada por volta das 12h30, após equipes do Corpo de Bombeiros controlarem incêndios provocados em pneus e materiais colocados na pista.

Na Avenida Cruz Cabugá, os manifestantes interditaram o sentido Centro do Recife utilizando pneus queimados e exibindo faixas e cartazes com reivindicações relacionadas à habitação popular.

Em Paulista, o grupo também ateou fogo em pneus para bloquear a PE-15, nas proximidades do Terminal Integrado Pelópidas Silveira, afetando o fluxo no sentido Recife.

De acordo com o MNLM, os protestos têm como principal objetivo pressionar os governos federal, estadual e municipais a avançarem com políticas públicas voltadas à moradia popular e oferecerem respostas concretas às famílias em situação de vulnerabilidade.

O movimento afirma que milhares de pessoas enfrentam diariamente dificuldades causadas pela falta de habitação adequada, abandono das comunidades e ausência de investimentos públicos eficientes. Ainda segundo os organizadores, as fortes chuvas registradas em Pernambuco evidenciaram a situação de famílias que vivem em áreas de risco, como encostas e regiões alagadas, convivendo constantemente com a ameaça de perder suas casas e até a própria vida.

Os representantes do movimento defendem que a moradia deve ser tratada como um direito básico da população e não como um benefício eventual.

A organização informou que os protestos têm como destino final o Bairro do Recife, onde acontece um encontro nacional sobre habitação com a participação da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, além de representantes do Ministério das Cidades.

Até o momento, o governo estadual não respondeu aos questionamentos relacionados às reivindicações apresentadas pelos manifestantes, entre eles informações sobre investimentos em habitação, entrega de imóveis populares, apoio às famílias afetadas pelas chuvas e possíveis reuniões com representantes do movimento.

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