A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou um cenário de estabilidade no mercado de trabalho de Pernambuco durante o primeiro trimestre de 2026, embora alguns indicadores tenham apresentado mudanças relevantes relacionadas ao emprego e à renda da população.
Segundo os dados, o estado contabilizou cerca de 7,731 milhões de pessoas em idade de trabalhar, grupo formado por moradores com 14 anos ou mais. O número permaneceu estável tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação com o mesmo período de 2025.
A população ocupada também apresentou estabilidade no período, estimada em aproximadamente 3,718 milhões de pessoas. Apesar disso, houve queda significativa no contingente de desocupados em Pernambuco.
O levantamento aponta que cerca de 376 mil pessoas estavam sem trabalho, mas procurando emprego e disponíveis para trabalhar. Em comparação ao primeiro trimestre do ano passado, houve redução de 107 mil pessoas nessa condição, o que representa queda de 22,2%. Já em relação ao trimestre imediatamente anterior, o índice não apresentou mudança considerada significativa.
Com isso, a taxa de desocupação em Pernambuco ficou em 9,2% no primeiro trimestre de 2026. O percentual representa recuo de 2,4 pontos percentuais na comparação anual. Em relação aos três meses anteriores, houve leve alta de 0,4 ponto percentual, sem relevância estatística.
O nível de ocupação, indicador que mede a proporção de pessoas trabalhando em relação ao total da população em idade ativa, foi estimado em 48,1% no estado.
No campo dos rendimentos, a pesquisa mostrou crescimento da renda média habitual dos trabalhadores pernambucanos. O valor foi estimado em R$ 2.830, considerando os ganhos do trabalho principal e de outras atividades, com correção pela inflação medida pelo IPCA. No mesmo período de 2025, o rendimento médio era de R$ 2.766.
Entre os empregados do setor privado, aproximadamente 1,178 milhão de trabalhadores possuíam carteira assinada. O número permaneceu estável nas comparações trimestral e anual. Já os trabalhadores sem carteira assinada somaram cerca de 680 mil pessoas, também sem alterações significativas.
A pesquisa ainda identificou redução de 7% no número de trabalhadores subocupados, grupo formado por pessoas que trabalham menos horas do que gostariam. Em contrapartida, o número de desalentados — pessoas que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não conseguiriam uma vaga — aumentou 7,8% no estado.
Com isso, a população subutilizada total, que reúne desempregados, subocupados e pessoas disponíveis para trabalhar, mas fora da força de trabalho, registrou leve crescimento de 0,9% no trimestre, após a forte queda observada no período anterior.


