Recife se consolida como principal polo de inovação fora do eixo Sul-Sudeste com alta conversão de startups

Relatório do Sebrae revela que 24% das empresas nascentes de tecnologia da capital pernambucana alcançaram a fase de expansão, mas ainda enfrentam desafios de financiamento inicial e internacionalização.

Um estudo inédito apresentado e elaborado pelo Sebrae-PE, revelou que 24% das startups locais que captam recursos na fase inicial conseguem avançar para a rodada Série A, estágio voltado à expansão e consolidação dos negócios. A pesquisa elaborada em parceria com a organização internacional Startup Genome, o relatório “Avaliação do Ecossistema de Startups do Recife” aponta que a capital pernambucana fica atrás apenas de Uberlândia (MG) na comparação com ecossistemas brasileiros de porte semelhante. Esse índice reforça a posição da cidade como o principal polo de inovação do país fora do eixo Sul-Sudeste.

O sucesso na maturação das empresas é diretamente impulsionado pela excelência na formação de talentos e pelo perfil qualificado dos empreendedores. A capital lidera o ranking nacional de estudantes de Tecnologia da Informação, registrando 717,8 alunos para cada 100 mil habitantes. Aliado a essa forte base educacional, a grande maioria das startups é liderada por fundadores que combinam experiência técnica, estratégica e formação em negócios. Esses profissionais demonstram forte enraizamento local, optando por permanecer na cidade e fomentando uma rede coesa e com alto nível de suporte mútuo.

Apesar da eficácia em tracionar os negócios, o ecossistema recifense esbarra no gargalo da baixa oferta de capital em seus estágios iniciais, registrando uma mediana de investimentos na fase seed inferior à de polos comparáveis. O relatório classifica o Recife ainda na fase de ativação inicial de seu ciclo de vida e indica a necessidade de expandir o volume total de empresas, atualmente estimado entre 600 e 700 startups, para conseguir avançar de estágio. Além da necessidade de escala, a retenção de mão de obra experiente e a baixa internacionalização configuram desafios estruturais urgentes, visto que apenas 4% dos clientes das startups locais estão fora do Brasil.

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