Com novo recurso negado, condenação de Sari Corte Real pode ir ao STJ

A ex-primeira dama de Tamandaré foi condenada pela morte do menino Miguel Otávio, em 2 de junho de 2020

A Justiça de Pernambuco manteve a condenação a 7 anos de prisão de Sari Corte Real, ex-primeira dama de Tamandaré, pela morte do menino Miguel Otávio. À época, ela era patroa da mãe da criança, Mirtes Renata. Em 2 de junho de 2020, Miguel caiu do 9º andar de um prédio de luxo no Recife após Sari deixá-lo entrar sozinho no elevador do prédio.

O recurso foi analisado na segunda instância do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). O caso pode seguir para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), à medida em que a defesa pretende entrar com novo recurso.

O julgamento foi realizado na tarde desta quinta-feira (21), na Seção Criminal do TJPE. Foram 6 votos a 5 pela rejeição dos embargos infringentes interpostos pelos advogados de Sari. A estratégia é utilizada para reverter a pena, que no ano passado, já havia sido reduzida pela 3ª Câmara Criminal de 8 anos e 6 meses de prisão para 7 anos de detenção em regime fechado. Sari foi condenada por abandono de incapaz com resultado morte.

Em vídeo nas redes sociais, a mãe de Miguel Otávio, Mirtes Renata, comentou sobre a decisão. “A gente venceu mais uma etapa. Foi um momento bem preocupante. A gente vai continuar cobrando justiça. Peço a vocês que continuem de mãos dadas comigo, que continuem cobrando ao Tribunal de Justiça de Pernambuco, que a justiça pela morte do meu filho seja feita”.

Votaram a favor de reduzir a pena os desembargadores: Evandro Magalhães, relator do caso; Daisy Andrade; Marcos Antônio Matos de Carvalho; Demócrito Ramos Reinaldo Filho e Carlos Gil Rodrigues Filho. Foram contrários: José Viana Ulisses Filho; Honório Gomes do Rego Filho; Eduardo Guilliod Maranhão; Eudes França; Cláudio Jean Nogueira Virgínio e Mauro Alencar de Barros.

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