Justiça nega pedido de liminar de vereador para suspender uso de patinetes elétricos no Recife

TJPE entende que ainda não há comprovação suficiente de ilegalidade no programa experimental “EITA! Labs”, mas determina continuidade da investigação sobre impactos urbanos e ambientais

A 5ª Vara da Fazenda Pública da Capital, do Tribunal de Justiça de Pernambuco, negou o pedido de liminar que buscava a suspensão imediata da operação de patinetes elétricos no Recife. Apesar disso, o juiz responsável pelo caso rejeitou o arquivamento antecipado da ação popular, permitindo que o processo continue tramitando para apuração das denúncias relacionadas à segurança viária e possíveis impactos ao patrimônio ambiental urbano.

Ao analisar o pedido, o magistrado considerou que a interrupção total do programa experimental de mobilidade urbana “EITA! Labs” exigiria uma comprovação clara e inequívoca de ilegalidade, o que, segundo a decisão, ainda não foi demonstrado nos autos.

Na avaliação do juiz, suspender integralmente a iniciativa neste momento poderia representar “indevida interferência judicial em política pública de mobilidade urbana atualmente em fase experimental”.

A decisão foi proferida na quarta-feira (13). No texto, o magistrado reconhece a existência de “episódios pontuais” envolvendo vandalismo, descarte irregular de equipamentos e discussões sobre a segurança dos usuários. Ainda assim, destacou que a Prefeitura do Recife apresentou “estrutura normativa e operacional minimamente organizada” para funcionamento do serviço.

O juiz também afirmou que, neste estágio do processo, não é possível confirmar a existência de dano ambiental causado “exclusivamente” pela implantação dos patinetes elétricos. Segundo ele, o caso ainda exige produção de provas e aprofundamento técnico para avaliar a efetividade das medidas de fiscalização adotadas pelo município, além da real dimensão dos impactos ambientais apontados na ação.

Em nota, a Prefeitura do Recife informou que a operação dos patinetes ocorre “sem custos para o município”, sendo totalmente financiada pelas empresas responsáveis pelo serviço, que também assumem a manutenção e a organização da operação.

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