Uma organização criminosa suspeita de movimentar cerca de R$ 3 milhões com tráfico de drogas foi alvo da segunda fase da Operação Eneida, deflagrada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio do Grupo de Atuação Especializado de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A ação teve como foco desarticular um esquema de narcotráfico e lavagem de dinheiro com atuação no Agreste pernambucano e conexões com o estado de São Paulo. Dois investigados foram presos temporariamente durante a operação.
De acordo com o MPPE, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, uma arma de fogo de uso restrito, quantias em dinheiro e mais de cinco quilos de droga, com características semelhantes à cocaína, avaliada em mais de R$ 200 mil. Ainda segundo o MPPE, a operação contou com o apoio do Gaeco de São Paulo, e das polícias Civil e Militar de Pernambuco e São Paulo. As investigações apontam que o grupo utilizava documentos falsos para abrir contas bancárias e ocultar a origem ilícita dos recursos, além de manter um padrão de vida incompatível com a renda declarada. Os suspeitos podem responder por crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e posse ilegal de arma, com penas que podem chegar a 50 anos de reclusão.
A Operação Eneida teve sua primeira fase em dezembro de 2025, quando foram cumpridos 23 mandados judiciais em Pernambuco e no Piauí, incluindo prisões e buscas. Na ocasião, também foram investigados dois policiais militares suspeitos de envolvimento com o grupo, sendo um acusado de vazar informações sigilosas e outro de fornecer armamentos. Durante o cumprimento de um dos mandados, um dos presos tentou fugir e acabou sendo baleado, não resistindo aos ferimentos.


