O piloto de avião Mayky Fernandes dos Santos foi condenado a 52 anos, quatro meses e 24 dias de prisão pelos crimes de feminicídio e tentativa de feminicídio contra a comissária de bordo Dinorah Cristina Barbosa da Silva, de 35 anos, com quem ele tinha uma filha bebê de 8 meses. O crime ocorreu em outubro de 2019, no bairro de Maranguape II, em Paulista, no Grande Recife, quando a vítima foi assassinada dentro de casa enquanto amamentava a filha de apenas oito meses. A sentença foi proferida no Fórum de Paulista, no Grande Recife, mas o réu participou da sessão por videoconferência, já que está preso desde 2020 em São Paulo.
De acordo com as investigações, o piloto foi um dos mandantes do assassinato, executado por homens encapuzados que invadiram a residência da vítima e efetuaram disparos na frente da mãe dela e da bebê, que não foram atingidas. A pena foi agravada justamente pela presença das familiares no momento do crime. O juiz responsável pelo caso manteve a prisão preventiva e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade.
O Ministério Público de Pernambuco apontou que o crime foi motivado pela recusa de Dinorah em interromper a gravidez. Mayky mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima e chegou a levá-la a uma clínica, em São Paulo, para realizar o aborto, mas ela não aceitou. Ainda segundo a acusação, a mãe da então namorada do piloto, Maria Aparecida Brandão Batista, ajudou a planejar e financiar o assassinato, motivada pelo desejo de que ele se casasse com sua filha.
Ao todo, seis pessoas foram condenadas pela participação no crime, incluindo intermediários e executores. Entre eles estão Maria Aparecida, condenada a 49 anos e seis meses, além dos responsáveis por articular e executar o homicídio. As investigações também revelaram que a vítima já havia sofrido uma tentativa de assassinato dias antes, em São Paulo, onde moravam. Depois, os criminosos conseguiram invadir a residência e matar a vítima. igualmente planejada pelo piloto e sua sogra, evidenciando a premeditação e a complexidade da ação criminosa.
Os outros condenados foram: Douglas Dias Pereira: contratado para articular o feminicídio. Condenado a 29 anos e três meses de prisão; Rosane Barbosa de Andrade: apontou nomes para a realização do feminicídio. Condenada a 25 anos e 8 meses de prisão; Denis Pereira da Silva: um dos executores do feminicídio. Condenado a 33 anos de prisão; Victor Hugo Lima da Silva: um dos executores do feminicídio. Condenado a 28 anos, 1 mês e 15 dias de prisão.


