Fraude no INSS: dois investigados são alvo de operação da PF em Garanhuns

No total, já foram apreendidos R$ 287 mil em dinheiro vivo dentro de sacos de lixo na residência de um dos suspeitos

O ex-gerente executivo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, Everaldo Felício de Macedo Junior, e o ex-integrante da diretoria do INSS e da Superintendência Regional do Nordeste, Rogério Soares de Souza foram alvos da ‘Operação Sem Desconto’, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU). No total, já foram apreendidos R$ 287 mil em dinheiro vivo dentro de sacos de lixo na residência de um dos suspeitos. 

A operação investiga a atuação de núcleos regionais envolvidos em fraudes em aposentadorias e pensões do INSS. Segundo a PF foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, além de oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico e bloqueio de bens em Pernambuco, Distrito Federal, São Paulo e Paraíba. As investigações apontam que os desvios podem chegar a R$ 6,3 bilhões.

Quem é Everaldo Felício de Macedo Junior 

Everaldo Felício de Macedo Junior é natural de Garanhuns e já ocupou diferentes cargos no INSS ao longo da carreira. Ele esteve à frente da Chefia de Logística e atuou como superintendente substituto da Região Nordeste. 

Formado em Direito pela Faculdade de Direito de Garanhuns (FDG), da AESGA, Everaldo assumiu, em março de 2020, o cargo de gerente executivo do INSS em Garanhuns. Até o momento, a operação não detalha a participação dele no esquema.

Quem é Rogério Soares de Souza

Rogério Soares de Souza é servidor de carreira do INSS e já ocupou cargos ligados à diretoria e à Superintendência Regional do Nordeste. As investigações apontam que ele atuava como agente público facilitador no núcleo administrativo da organização criminosa.

Ainda segundo a PF, Rogério teria ligação com a Associação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas da Nação (ABAPEN). A entidade teria recebido cerca de R$ 70,9 milhões em descontos ao longo de 2024. Desse total, pelo menos R$ 24,7 milhões teriam sido enviados para empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo, conhecido como “Careca do INSS”. 

Ele é graduado em História pela Universidade de Pernambuco (UPE) e em Direito pela Faculdade de Direito de Garanhuns. Também tem especializações em Direito na Administração Pública e Direito Civil e Processual Civil, além de MBA em Orçamento Público e graduação em Gestão Pública. Ele ainda atuou em comissões ligadas ao Direito da Seguridade Social na OAB Pernambuco e na subseção da OAB em Garanhuns.

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