A secretária de saúde de Pernambuco, Zilda Cavalcanti, contestou as denúncias de corte de 1,5 bilhão nos investimentos na área nos últimos quatro anos. De acordo com a gestora, o estado ampliou os aportes em R$ 2,9 bilhões na rede pública entre 2022 e 2025.
Em entrevista coletiva, Zilda Cavalcanti disse que não recebeu o relatório ou qualquer outro documento formal da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). “Nós estaremos sempre disponíveis para ir na Alepe, para prestar qualquer justificativa, para apresentar qualquer documento. Nós estamos aqui com muita transparência, com muita tranquilidade, porque a gente tá falando do que a gente tá fazendo”, afirmou.
As denúncias constam em um relatório apresentado pelos deputados Sileno Guedes (PSB), Rodrigo Farias (PSB), Diogo Moraes (PSDB) e Eriberto Filho (PSB) na Alepe. Segundo os parlamentares, houve redução de 226 leitos, o que levou a superlotação de hospitais como o Getúlio Vargas, localizado no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife, e o Agamenon Magalhães, no Parnamirim, na Zona Norte.
O relatório ainda menciona o fechamento dos hospitais Jesus Nazareno, em Caruaru, no Agreste; Hospital de Retaguarda em Neurologia, no Recife; e o Hospital Central de Paulista, na Região Metropolitana. Por sua vez, a secretária afirmou que os leitos dessas unidades foram realocados para outros hospitais.
“Quando a gente fala de novas unidades, são quatro novas maternidades. É o Hospital Mestre Dom Miguel em Garanhuns, é a ampliação dos hospitais já existentes no Agreste com 200 novos leitos. E quando a gente fala em Limoeiro, Palmares, Salgueiro, Serra Talhada e na região metropolitana do Recife, de forma descentralizada, o investimento é gigante”. Ainda segundo a gestora, foram investidos R$ 8,5 bilhões em 2022; R$ 8,8 bilhões em 2023; R$ 9,9 bilhões em 2024 e R$ 11,4 bilhões em 2025.


