A eleição para o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (CREA-PE) se aproxima e a engenheira civil Hilda Gomes, candidata à presidência da instituição, destaca a necessidade de uma agenda de reconstrução da entidade. No foco das suas propostas, a descentralização administrativa, fortalecimento da fiscalização e a aproximação do Conselho com os profissionais e a sociedade em todas as regiões do estado.
Segundo a candidata, um dos principais problemas enfrentados atualmente pelo CREA-PE é a deficiência da fiscalização, especialmente no interior pernambucano. De acordo com Hilda Gomes, o Conselho conta hoje com apenas 23 fiscais para atender todo o estado.
“Nós temos apenas 23 fiscais para todo o estado. Então, inevitavelmente, áreas deixam de ser fiscalizadas. As inspetorias também precisam estar mais próximas dos profissionais. Acreditamos que a fiscalização começa pela valorização do profissional”, afirma.
Para enfrentar o problema, a candidatura propõe uma maior descentralização do CREA-PE, com fortalecimento das inspetorias e maior presença institucional no Sertão, no Agreste e nas demais regiões pernambucanas. Entre as medidas defendidas estão a criação de novas inspetorias, a ampliação das ações nos municípios e o desenvolvimento de programas voltados à atração e participação dos profissionais mais jovens.
Hilda Gomes também critica o que considera um afastamento do Conselho de suas funções institucionais. “A principal função do CREA é fiscalizar o exercício profissional, protegendo tanto os profissionais quanto a sociedade. Infelizmente, hoje, nem a sociedade, nem os profissionais, nem os empresários enxergam o Conselho dessa forma, porque ele não está cumprindo plenamente o seu papel”, declara.
Com o slogan “Reconstruir o CREA-PE”, a candidatura afirma que pretende aproximar o Conselho da sociedade, dos profissionais e do setor produtivo, reforçando a importância da Engenharia, da Agronomia e das Geociências para o desenvolvimento de Pernambuco.


