Uma ação integrada das forças de segurança de Pernambuco resultou na prisão de 17 suspeitos em apenas 28 dias na Ilha do Bananal, localizada no bairro da Iputinga, na Zona Oeste do Recife. Segundo a Secretaria de Defesa Social (SDS), o local vinha sendo utilizado há aproximadamente um ano como base estratégica para atividades do crime organizado.
Batizada de Operação Iara, a ofensiva foi iniciada em 22 de maio e permanece em andamento, sem prazo definido para conclusão. Durante esse período, as equipes policiais apreenderam 17 armas de fogo — entre elas fuzis e submetralhadoras —, oito granadas artesanais, cinco veículos e 3.770 munições.
A investigação revelou que a ilha, com cerca de 32 hectares de extensão, equivalente a 44 campos de futebol, servia como centro de armazenamento e distribuição de drogas, armas e munições para diversas áreas da Região Metropolitana do Recife. O acesso restrito, realizado apenas por embarcações, além da vegetação fechada de Mata Atlântica, favorecia a atuação dos criminosos.
Além do armamento, os policiais encontraram grande quantidade de entorpecentes, incluindo crack e cocaína, totalizando mais de 20 toneladas de drogas apreendidas. Também foram recolhidos balanças de precisão, celulares, balaclavas, coletes balísticos e trajes do tipo Ghillie, utilizados para camuflagem em áreas de mata.
De acordo com a SDS, todas as prisões e apreensões ocorreram sem troca de tiros, e nenhum homicídio foi registrado na localidade durante a operação. Entre os detidos estão integrantes responsáveis pelo acondicionamento de drogas na ilha, um dos líderes da organização criminosa e um adolescente investigado por participação em um ataque incendiário a um ônibus na região da Iputinga.
O material apreendido será submetido à perícia, enquanto as investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e ampliar o combate às atividades criminosas na área.


